Médico do trabalho: entenda mais sobre as responsabilidades desse profissional

Se você já trabalhou em alguma empresa como CLT com certeza já deve ter feito algum exame admissional, periódico ou demissional. É por meio destes exames que o médico avalia suas condições físicas e psicológicas para ser contratado ou desligado de qualquer empresa. Por meio dos exames médicos periódicos é possível identificar, muitas vezes, e com certa antecedência, alguma condição impeditiva na saúde do funcionário para o exercício de suas funções no ambiente laboral. Este profissional também responsável por exames para mudança de função, para retorno ao trabalho e em caso de profissionais afastados. Ele também é responsável pelo programa chamado PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), que tem caráter de prevenção, diagnóstico dos agravos a saúde, além da constatação dos casos de doenças profissionais. Habilidades e funções do médico do trabalho Ter uma especialização em medicina do trabalho ou ter uma certificação de residência médica reconhecida pela Comissão Nacional de residência médica do Ministério de Educação é o primeiro passo que esse profissional deve traçar. Ser o mediador entre a relação de exigência de uma atividade e o impacto na saúde no dia dia dos trabalhadores é muito importante. Por isso, uma das características principais do Médico do Trabalho é ser um bom administrador, para conciliar as exigências da organização, mas também os limites das funções estabelecidas aos colaboradores. Outro ponto indispensável para o Médico do Trabalho é conhecer todas as atividades dos colaboradores afim de promover a prevenção e conscientização mas também de prever acidentes e doenças do trabalho que podem ser detectadas no processo. Presença do médico do trabalho nas organizações Abaixo, seguem as informações sobre as áreas de atuação especialidade da prática médica nas organizações:
Gestão de resíduos industriais: como fazer corretamente?

Um dos maiores desafios da indústria com certeza é fazer corretamente a gestão de resíduos. Gerar receita e diminuir a quantidade de resíduos é o objetivo de qualquer organização, além de diminuir os impactos que eles podem causar no meio ambiente e na vida das pessoas. Mas para fazer corretamente a gestão dos resíduos na indústria é importante entender o que é de fato esse gerenciamento, sua finalidade e como tornar ações na empresa cada vez mais sustentável. Por isso resolvemos apresentar dicas de como fazer uma gestão eficiente com os resíduos industriais. Confira! Antes de mais nada, vamos entender o que é gestão de resíduos? Para começar vamos entender melhor o que são resíduos e como eles impactam na rotina das organizações e empresas. Toda matéria que foi descartada em um processo de produção pode ser considerado resíduo. Na indústria, tudo aquilo que não faz parte do produto final pode ser considerado resíduo. Pensando dessa forma fica mais claro imaginar os impactos que eles podem causar em cidades e grandes pólos industriais. No meio ambiente todos sofrem com o descarte incorreto, Por esta razão o tratamento de resíduos industriais requer uma atenção especial e um gerenciamento qualificado. A Gestão de resíduos é um conjunto de metodologias e ações que visam reduzir ou eliminar resíduos, mas também melhorar continuamente o acompanhamento destes no processo produtivo. Seu objetivo é eliminar os impactos negativos ao meio ambiente, associados a produção. A falta desse conjunto de ações na indústria pode causar diversos problemas como acúmulo de lixo, contaminação, insetos, animais disseminadores de doenças, aumento dos custos com a produção, entupimento de redes de drenagem, dentre outros fatores. Quais são as normas para o gerenciamento de resíduos industriais? A NBR-10.004 da ABNT classifica e caracteriza os resíduos sólidos industriais, de forma que possam ser gerenciados corretamente, a fim de reduzir os impactos a ambiente e à saúde pública. Além disso, existe a Lei 12.305/2010, que determina políticas de gerenciamento de resíduos na seguinte ordem: Existem normas como a ISO 14.001 destinadas a riscos ambientais e que auxiliam empresas a identificar, priorizar e reduzir a produção de resíduos que podem impactar em todo sistema ambiental. Como fazer corretamente a gestão de resíduos na empresa? O primeiro passo é implementar um sistema de gestão ambiental, elaborar um PGRS (Plano de Gerenciamento de resíduos Sólidos) e criar espaços de armazenamento temporário. O PGRS é um documento técnico que identifica a tipologia e quantidade de geração de resíduo e sua trajetória interna e externa, além de indicar as formas ambientalmente corretas para manejo nas seguintes etapas de produção: É importante entender a quantidade de resíduos, os motivos pelos quais eles são gerados, mas também identificar oportunidades de redução ou eliminação destes resíduos. Realizar a coleta de forma correta e compatível com a classificação e quantidade de resíduos gerados. Definir procedimentos de tratamentos adequados de acordo com a caracterização e transformação de resíduos em produtos úteis. Dispor adequadamente os rejeitos sem causar danos ao meio ambiente, como em aterros sanitários. Considerar boas práticas para uma gestão de resíduos industriais é fundamental para qualquer organização que busca alternativas sustentáveis e que buscam a melhoria contínua. Além é claro, de proteger o meio ambiente e a saúde humana.
Afinal de contas o que é o PAE?

O (Plano de Atendimento às Emergências) PAE é de suma importância como procedimento de segurança para diversas organizações. É ele que determina ações de respostas para situações de emergências, como: Explosões, vazamentos, incêndios, ou até mesmo desastres naturais como alagamentos e terremotos. Toda empresa deve analisar em sua produção, quais elementos utilizados são agentes de risco e quais ações podem causar danos materiais e pessoais, sem contar danos ao meio ambiente. O PAE atua como um um direcionador para saber quais medidas tomar em situações extremas. Vamos falar mais sobre isso. Nos acompanhe! O que é o PAE? Como a própria sigla diz, é um plano de atendimento às emergências. Trata-se de um documento que contém informações sobre possíveis ações emergenciais, dentro e fora da organização. Além de definir essas ações, ele também é fundamental no auxilio e prevenção de acidentes. Este documento deve conter o mapeamento dos riscos e oferecer um detalhamento dos procedimentos técnicos e organizacionais, afim de reduzir os danos e efeitos que essas situações podem causar à pessoas, propriedades e ao meio ambiente. O objetivo principal do PAE é fornecer um conjunto de diretrizes, informações e dados que contribuam para elaboração e tomadas de ações com procedimentos técnicos e administrativos de forma eficiente, e que possam ser ativados com a maior rapidez possível em casos de emergência. O que contém no PAE As atribuições e responsabilidades de todos os envolvidos devem constar claramente no documento, mas também prever os materiais necessários, os recursos que serão utilizados para o combate à emergências (sejam pessoas, organizações, maquinários e produtos). O estudo de análise e avaliação de riscos é um dos fatores importantes para a composição do PAE, mas também deve-se levar em conta a legislação vigente e o atendimento às normas: ABNT, NBR 15219:2005, e 13434-2:2004. Mesmo tendo formatos diferentes, os itens indispensáveis que o PAE deve conter são: Quem deve elaborar um PAE Para a elaboração e validação do PAE é necessário que este seja executado e assinado por um profissional legalmente habilitado, como profissionais da área de Segurança com proficiência no assunto. Empresas e órgãos públicos devem ter um PAE para cada tipo de emergência, afim de minimizar ao máximo os impactos que ela pode oferecer em diversas situações.
Medicina do trabalho: 03 maneiras de aumentar a produtividade com ela

Sabemos que a presença da medicina do trabalho nas empresas é uma realidade indispensável para o sucesso da organização, para o bom cumprimento dos processos legais de segurança e também para o benefício de empresa e empregado. Mas afinal de contas, qual o objetivo principal da medicina do trabalho e porque ela é tão importante assim? O objetivo da medicina do trabalho é a prevenção e o tratamento de doenças que são provocadas no exercício ocupacional. É uma forma de prevenir que o empregado tenha problemas de saúde causados pela sua atividade de trabalho. Mas além disso, existem 03 maneiras em que ela pode promover o aumento de produtividade na empresa e a qualidade do trabalho. Se você quer saber mais sobre isso, confira abaixo: Medicina do trabalho para prevenir acidentes Engana-se quem acha que a medicina do trabalho não tem nada a ver com prevenir acidentes. Identificar riscos no local de trabalho, ter programas de prevenção de riscos ambientais, análise de atividades e mapeamento de equipamentos de proteção individual (EPI) são algumas das formas de evitar acidentes nas organizações. Para isso existem algumas ações que a medicina do trabalho pode contribuir, seja com um Mapa de riscos, Programa de prevenção de acidentes, dentre outros. A redução de acidentes aumenta a qualidade do processo de trabalho e faz com que a produtividade dos colaboradores seja cada vez melhor. Promover qualidade de vida dos funcionários Quando uma empresa valoriza a saúde de seus colaboradores, a capacidade de foco nas atividades é muito maior. Programas de ginasticas elaborais, acompanhamento de gestantes, programas de alimentação saudável, dentre outros são uma forma de ajudar a mantar a saúde e qualidade de vida. O empregado que percebe que sua saúde é bem assistida pela empresa, oferece mais produtividade e tem mais tranquilidade e foco para executar seu trabalho. Avaliar saúde mental da equipe Ao falar em saúde metal muitas observações devem ser analisadas. Doenças como estresse e depressão são uma das maiores causas de afastamento nas empresas. E para manter o ambiente de trabalho cada vez mais seguro e tranquilo é preciso voltar a atenção para esse fato. A medicina do trabalho ajuda a conhecer melhor o colaborador, suas condições de saúde, seja física ou emocional. Isso porque muitas pessoas não gostam de falar sobre seus problemas no trabalho. Mas um médico do trabalho bem preparado pode identificar situações e promover a melhoria do ambiente de trabalho. Um exemplo disso é um colaborador que está com o filho doente. Dependendo do tipo de trabalho que ele executa, dificilmente terá o foco necessário para realizá-lo. Identificar esses gargalos e promover ações como mudança provisória da função pode ser uma forma de garantir segurança e mais produtividade da equipe.
Gerenciamento de obras: como garantir a segurança e eficiência?

Dentre diversas etapas de ações que compõe um bom gerenciamento de obras, dois fatores são fundamentais para ter sucesso na gestão da construção, ou até mesmo pequenas reformas: segurança e eficiência. A preocupação com a geração de resíduos e cumprimento de normas legais é uma realidade da maioria das organizações que atuam na gestão de obras da construção civil. Garantir que esses pontos sejam aplicados no processo é essencial para ter sucesso em qualquer projeto ligado à construção civil. Seja no estudo de viabilidade, orçamento, planejamento, cronograma ou até mesmo na gestão da equipe, a eficiência e segurança são fatores primordiais. Mas como fazer para que esses fatores sejam predominantes e a ponto de garantir o sucesso do projeto? Bem, é sobre isso que vamos falar agora. Me acompanhe. Como funciona o gerenciamento de obras? Garantir que a execução de todos os serviços esteja de acordo com o escopo do projeto é uma tarefa difícil. Isso porque existem diversas variáveis ao longo do projeto e que devem ser analisadas previamente, para evitar ao máximo atividades de retrabalho e custos desnecessários. Para que isso aconteça, é fundamental estabelecer uma rotina de vistorias e fiscalizações que podem identificar qualquer tipo de alteração no escopo do projeto. Outro ponto importante são tópicos que o gestor deve ficar atento e acompanhar de perto: Pensar e monitorar constantemente esses fatores é de extrema importância para oferecer melhores resultados no processo de gerenciamento de obras. Quais as vantagens de aplicar a gestão SSMA? Quando falamos em gestão de saúde, segurança e meio ambiente, temos que entender as diretrizes que compõe esse sistema e como ele é responsável efetivamente nas ações de desempenho e segurança dos colaboradores e na gestão de projetos ligados à construção. Elaborada pela OHSAS 18.001 juntamente com a ISO 14.001 ela especifica e propõe ferramentas que podem ajudar na gestão de saúde ocupacional, meio ambiente e segurança, de acordo com as normas vigente e aplica-se às empresas que querem ter um sistema de gestão que ajude a reduzir riscos operacionais, melhorar a conformidade com a legislação trabalhista e ter essas conformidades asseguradas para terceiros. Outros pontos que a gestão SSMA pode ajuda no canteiro de obras: Com isso é importante que tais normas sejam aplicadas para valorizar cada vez mais a atividade da empresa, as acima disso, apresentar um plano de ação eficiente para os processos da organização. Falando especificamente em obras, quanto mais esses processos forem bem definidos, menor serão os riscos no canteiro de obra e maior será a eficiência no gerenciamento de obras.
Gestão de SSMA: Projeto Horizonte 2 Como a Fibria reduziu acidentes na maior fábrica de celulose

Os executivos da Fibria, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, preparam-se para inaugurar uma fábrica em setembro. Localizada em Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, será a maior do mundo no setor. A unidade terá capacidade para produzir 1,9 milhão de toneladas de celulose por ano. Um dos temas que receberam mais atenção desde o início do planejamento foi a segurança dos mais de 8.000 funcionários, entre próprios e terceirizados de cerca de 300 empresas que trabalham na obra. Durante dois anos e meio, um time multidisciplinar com centenas de profissionais planejou o projeto de execução, visitou operações semelhantes fora do país e recrutou fornecedores. A experiência de outra fábrica do grupo erguida no mesmo terreno, entre 2007 e 2009, também foi levada em conta. Desde o início da obra, em maio de 2015, os contratados já passaram por 1,3 milhão de horas de treinamento. Relatórios constantes sinalizam as melhorias necessárias em cada área. Resultado: o índice de acidentes caiu pela metade na obra em relação à fábrica construída anteriormente no mesmo local. “A gestão da segurança virou parte da rotina, e não apenas burocracia”, diz Júlio Cunha, diretor de engenharia e projetos da Fibria. Veja os principais aspectos desse planejamento. Preparação préviaDurante dois anos e meio antes do início das obras, uma equipe multidisciplinar com cerca de 350 funcionários planejou a construção para evitar surpresas. O grupo definiu, por exemplo, o uso deitens pré-moldados por terceiros para não atrasar processos e reduzir o acúmulo de funcionários no mesmo espaço. Tudo isso contribuiu para a diminuição de acidentes. Inspeção rotineiraUma vez por semana os gerentes das empresas terceirizadas e de cada área da obra fazem juntos uma caminhada de 2 horas pela fábrica, na qual observam o que está errado em cada setor. Após as visitas, produzem relatórios técnicos que apontam ajustes necessários e os divulgam a todos que participam da inspeção. Investigação da causaApós a ocorrência de cada um dos 11 acidentes com afastamento, que impediram algum funcionário de exercer seu trabalho, engenheiros e técnicos de segurança entrevistaram o acidentado e os envolvidos na área. O documento com detalhes do ocorrido foi reportado aos executivos da Fibria e aos fornecedores, a fim de evitar que algo semelhante se repetisse. Punição ou recompensaA Fibria pode organizar a área de uma empresa terceirizada que não cumpriu o padrão exigido e descontar o custo. A medida nunca foi necessária. Por outro lado, quando as metas são atingidas,o fato é comemorado. A cada milhão de horas-homens-trabalhadas sem acidentes com afastamento são sorteados para os funcionários prêmios como smartphones. Resultado:A Fibria conseguiu reduzir à metade a quantidade de acidentes por milhão de horas trabalhadas. A média de uma fábrica semelhante na Finlândia é de 17 acidentes. Nos Estados Unidos, de sete acidentes. Texto publicado na revista EXAME: https://exame.abril.com.br/revista-exame/maior-e-tambem-mais-segura/